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Automotivo | GNV
“50 razões para usar GNV”
 

Esta alternativa completou 18 anos no Brasil e seu desenvolvimento tanto no país como no mundo continua crescendo. Além de seu preço mais barato e sua contribuição ao meio ambiente, outros aspectos motivam cada vez mais usuários. Conheça detalhadamente todos os argumentos que fazem deste combustível a melhor opção.

Infra-estrutura

1) Quase 80 países dos cinco continentes utilizam GNV/GNC.

2) Mais de 10 milhões de veículos circulam hoje com este nobre combustível.

3) Os veículos podem abastecer-se em mais de 16 mil postos disseminados por 2400 cidades de todo o planeta.

4) Há 2600 postos em processo de construção. Ao fim de 2010 cerca de 20 mil mangueiras abastecerão o fluido.

5) São oferecidos 180 modelos 0km a GNV/GNC no mundo automotor. O interesse das montadoras por este combustível é crescente: Ford, Scania, Opel, GM, Mercedez Bens, Toyota, Hyundai, Tata, Fiat – entre outras – são exemplo disso.

6) As relações reservas/demanda de petróleo alcançaram o ponto de crise ou “peak oil” enquanto que não se avista um ponto crítico semelhante para o gás natural.

7) A exploração do gás natural continua a estender-se tanto em poços tradicionais como não tradicionais. As reservas em forma de hidratos de metano nos leitos submarinos são incalculáveis e várias vezes superiores às reservas tradicionais.

8) As redes de gasodutos tradicionais continuam em franca expansão. Constroem-se gasodutos submarinos que atravessam oceanos e outros que transpõem cadeias de montanhas.

9) A utilização de gasodutos móveis – em caminhões ou semi-reboques – permite que o GNV/GNC possa ser utilizado aonde não chega o duto físico, seja pela distância ou pela escala da procura.

10) Nos postos tradicionais de abastecimento de GNV/GNC, o proprietário não depende da chegada de caminhões para seu abastecimento, já que o mesmo se produz em forma constante através de gasoduto.

11) É possível que um usuário recarregue seu automóvel a GNV/GNC em seu próprio lar, já que existem dispensers que pegam o gás diretamente da rede doméstica.

 12) Unidades de liquefação e regaseificação permitem – através da tecnologia do GNL – que o gás natural chegue a qualquer parte do mundo. Os navios metaneiros garantem a sua distribuição global e a possibilidade de oferecer um suporte para um maior abastecimento. O transporte de GNL não apresenta os enormes riscos de desastre ecológico que apresenta o petróleo.

13) A indústria do GNV/GNC mobiliza uma força laboral mundial de 800.000 pessoas, entre técnicos e trabalhadores.

Aplicações

14) O gás veicular pode substituir os combustíveis líquidos em todas suas aplicações, enquanto que o inverso não é possível.

15) Quanto ao transporte terrestre, existem automóveis, utilitários, scooters, motos, triciclos, autocarros e caminhões de todo tipo que funcionam com este combustível.

16) Além disso, existem gruas, máquinas agrícolas, Caterpillar, limpa-neves, aviões, avionetas, cortadores de relva, tratores de placa de aeroporto, lanchas, ferry-boats e comboios – entre outros – que já são propulsados com sucesso a GNC ou GNL.

Política e economia

17) O preço do petróleo é altamente instável e a sua tendência – especialmente depois da última grande crise internacional – torna a ser acentuadamente altista.

18) Cada vez mais governos estimulam o gás natural como o núcleo de sua matriz energética e o GNV/GNC em particular, para quebrar a dependência que gera a importação permanente de combustíveis líquidos.

19) Mesmo países claramente petroleiros, como Irã ou Venezuela, promovem o gás veicular em seus mercados internos para aumentar seus saldos exportáveis de petróleo.

20) O gás natural é o único combustível abundante, amigo do meio ambiente, viável economicamente e com a infra-estrutura necessária para abastecer toda a frota mundial automotora nos próximos 40 anos.

21) A média mundial indica que circular a GNV/GNC é 66% mais econômico do que circular a gasolina e custa 33% menos em comparação com o diesel.

22) Os países que importam combustíveis pagam pelo gás natural (GNL) 50% menos que pelos combustíveis líquidos como o diesel (por unidades de energia equivalente).

Ecologia e saúde

23) Os motores a GNV/GNC emitem 25% menos de dióxido de carbono que a gasolina e 35% menos que o diesel. O CO2 contribui na mudança climática global por causa do efeito estufa.

24) Reduzem a emissão de monóxido de carbono em 95% em relação à gasolina, a de hidrocarbonetos em 80% e de óxidos de nitrogênio em 30%.
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25) O GNV/GNC não contém enxofre (existem motores de diesel que emitem 18,4 g/hora), nem partículas, nem traços de chumbo nem de metais pesados.

26) Os cilindros de GNV/GNC são reservatórios completamente fechados, enquanto que o uso da gasolina implica que parte da mesma que está no tanque se evapore. Isto provoca quase a metade da poluição por hidrocarbonetos associada ao uso veicular.

27) Ao contrário das gasolinas, o gás natural não contém aditivos tóxicos de chumbo orgânico nem benzeno. Este último é altamente cancerígeno.

28) O gás natural não é tóxico ou corrosivo e é incapaz de contaminar lençóis de água. Por isso não há risco ambiental em caso de fugas, ao contrário das nocivas conseqüências ambientais provocadas pelos derrames de petróleo e dos seus refinados.

29) Os motores a GNC reduzem a poluição sonora, pois têm um andamento mais suave e silencioso que os motores a gasolina e especialmente os motores a diesel.

30) A opção do biogás (metano proveniente da decomposição orgânica) converte o gás natural em um combustível renovável e que pode ser produzido em todo mundo. A produção de biogás a partir de produtos agrícolas rende quatro vezes mais por hectare que os biocombustíveis líquidos.

31) O gás natural cumpre com as mais rigorosas normas ambientais requeridas pelos governos e entidades reguladoras e normativas, sendo o combustível de uso massivo que provoca o menor índice de poluição.

32) O gás natural é a ponte obrigatória rumo ao hidrogênio (uma promessa em combustíveis limpos, mas ainda não disponível de forma maciça), pela sua estrutura molecular e pela logística necessária para a sua utilização.

Segurança

33) O GNV/GNC não é uma nova tecnologia. Tem 70 anos de história. Está amplamente aprovada e seus progressos tecnológicos são constantes.

34) Por ser mais leve que o ar, no caso de uma fuga eventual o gás natural comprimido eleva-se e dissipa-se rapidamente. Em contrapartida, a gasolina derrama-se e busca níveis baixos, o que agrava consideravelmente o risco de incêndio e explosão em caso de acidentes ou fugas.

35) O GNV/GNC requer uma temperatura de 600º C para sua ignição. Em contrapartida a gasolina e o gás de petróleo liquefeito o fazem a 450º C. Por isso, também, é muito mais improvável que um veículo a gás se incendeie, qualquer que seja a circunstância.

36) O circuito do combustível para gás natural é estanque e não tem ar no seu interior, pelo que não se pode produzir uma ignição espontânea. Nos reservatórios de combustível líquido, em contrapartida, há sempre misturas explosivas, pois estão abertos à atmosfera.

37) Os cilindros são construídos sob normas de segurança muito rigorosas e são submetidos a testes com pressões muito superiores as existentes durante uma carga  regular. A pressão concebida e de ensaio é de 300 bar, embora não explodam a menos de 460 bar – a pressão de trabalho é de 200 bar.

38) Pela sua robustez, estrutura, conformação e localização que ocupam dentro de um veículo, os cilindros são muito menos perigosos que um reservatório de gasolina no caso de colisões. Eles são submetidos, por exemplo, a ensaios de incêndios e de impacto de armas de fogo.

Mecânica

39) O gás natural conta com maior octanagem do que as gasolinas (125 contra 90), o que proporciona uma combustão sem auto-ignição, inclusive em motores de maior compressão e eficiência.

40) Além disso, a combustão é total, porque a mistura do GNV/GNC com o ar é perfeita a qualquer temperatura ambiental.

41) O óleo lubrificante do motor é menos poluente se utilizar gás natural, razão pela qual duplicam os intervalos entre as mudanças de óleo.

42) Não forma sedimentos e mantém as velas limpas. Não lava as paredes dos cilindros do motor, pelo que permite uma lubrificação melhor e mais efetiva.

43) Os gases da combustão não são corrosivos. Por não atacar os metais, prolonga a vida dos tubos de escape e silenciadores.

44) A natureza gasosa do combustível elimina a ação de varrimento dos cilindros durante as acelerações fortes, com a vantagem de reduzir o desgaste por abrasão das superfícies metálicas.

45) O motor apresenta uma grande elasticidade de funcionamento com acelerações sem irregularidades nem detonações, mesmo em baixa velocidade.

46) Os veículos convertidos podem passar do uso de GNV/GNC para gasolina com o simples acionar de um botão e em plena marcha, sem qualquer inconveniente.

47) A dualidade GNV gasolina duplica a autonomia do veículo.

48) Um veículo a gás natural pode operar em todo tipo de terrenos, inclusive em montanhas altas. Tanto é assim que em Maio de 2008 um caminhão – com 37 toneladas de carga – ultrapassou os 4.800 metros de altitude nos Andes Peruanos.

49) O GNV/GNC pode funcionar bem em todo tipo de condições climáticas. Como não se congela –ainda que em baixas temperaturas- o veículo está sempre pronto para ser utilizado. Os componentes para GNC  são ensaiados a -40°C durante sua homologação. O gás natural se liquefaz a 165 °C.

50) Também pode atingir velocidades equivalentes às dos automóveis de corridas. Um Audi A4 impulsionado a biometano entrou no Livro Guiness dos Recordes ao atingir os 364,6 km/h em Abril de 2009 e converter-se assim no automóvel GNV/GNC mais rápido do mundo. O feito registrou-se na pista de corridas de Fórmula 1 de Nürburgring, Alemanha.

Fonte: Folha do GNV – janeiro/2010