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Planos da GasBrasiliano para integração dos setores de agronegócio e gás

A GasBrasiliano, controlada pela estatal de petróleo e gás Petrobras por meio de sua holding de distribuição Gaspetro, é responsável pela distribuição de gás natural por dutos em 375 municípios do noroeste do estado de São Paulo.

Seu plano de negócios atual define investimentos de 220 milhões de reais (US $ 45 milhões) para o período 2020-2024, principalmente para a expansão de sua rede, incorporando 336km de dutos e 15 mil novos consumidores.

BNamericas conversou com o CEO da GasBrasiliano, Alex Sandro Gasparetto, sobre os planos da empresa, incluindo projetos para aumentar a distribuição de biometano, entre outros temas.

BNamericas: Quais as perspectivas de crescimento da GasBrasiliano?

Gasparetto: Nosso plano de investimentos para 2020-2024 é da ordem de R $ 220 milhões, dos quais R $ 200 milhões são para expansão da malha de dutos. Vamos adicionar 336km à rede, aos quais se junta a ligação de 15.000 novos consumidores. Atualmente temos 33.000 consumidores que estão amplamente concentrados no mercado residencial.

BNamericas: Quais são os principais projetos em andamento?

Gasparetto: Um deles é o das “cidades sustentáveis”, que traça planos de trazer biometano da usina Cocal [Energia], na cidade de Narandiba, para os municípios de Pirapozinho e Presidente Prudente. É um empreendimento estratégico que pretendemos replicar em outras regiões do estado de São Paulo e do Brasil. É uma forma de começar a criar mercado para o biometano e de integrar o agronegócio à indústria do gás natural.

Isso ocorre em um momento muito interessante, com a abertura do mercado de gás e a possibilidade de entrada de novos players, o que abre uma janela de oportunidades para o agronegócio se tornar um importante fornecedor. O biometano também tem todas as qualidades de um combustível limpo e renovável, o que é bom para empresas com diretrizes ESG.

BNamericas: Qual é o status do projeto? Quais serão os próximos passos?

Gasparetto: Estamos nos preparando para iniciar a construção em agosto. Já foram assinados os contratos de compra de tubos e construção e montagem. A expectativa é que as obras terminem em janeiro de 2022, enquanto o comissionamento da usina está previsto para junho desse ano. O investimento da Cocal na usina é de R $ 130 milhões [para incorporar a produção de biometano e as operações de transformação de resíduos em energia na usina de etanol e açúcar de Narandiba], enquanto o nosso está relacionado à construção da rede de distribuição de gás chega a 30 milhões.

BNamericas: Você já procurou outras empresas com projetos semelhantes ao GasBrasiliano?

Gasparetto: Temos uma aliança estratégica com a ZEG Biogás, por exemplo, que está preparando estudos para a produção de biometano.

BNamericas: Quais são suas expectativas em relação ao novo marco regulatório que vai reger o setor de gás natural?

Gasparetto:  Já percebemos um grande movimento no mercado. Junto com os distribuidores da região Sul, estamos fazendo um edital para aquisição de gás a partir de janeiro de 2022. Publicamos recentemente a pré-seleção, são sete fornecedores potenciais, com os quais começamos a negociar.

O grupo inclui produtores como Petrobras e Shell , além de comerciantes que visam trazer gás da Bolívia ou GNL. No entanto, a abertura do mercado não acontecerá da noite para o dia. Ainda precisamos de regulamentações, principalmente no que diz respeito ao transporte de gás, para possibilitar a entrada de novos fornecedores no mercado. Levará vários anos até que tenhamos um mercado muito líquido e competitivo. Esperamos reduzir custos e melhorar a competitividade do gás no mercado.

Nota do Editor :  Os seis fornecedores que enviaram ofertas específicas para a GasBrasiliano são Shell, Petrobras, Trafigura , EBrasil LNG, New Fortress Energy e Gas Bridge. Considerando as demais distribuidoras, 11 empresas apresentaram propostas.

BNamericas: Quais são os efeitos da saída da Petrobras dos segmentos de transporte e distribuição de gás?

Gasparetto:  Novos players entrarão no mercado, e essa diversidade é o que se busca para estabelecer um mercado competitivo no setor. Do ponto de vista da abertura do mercado, é positivo.

BNamericas: Como a empresa vê a futura mudança de controle, tendo em vista que a Petrobras está vendendo os 51% restantes de sua holding de distribuição Gaspetro?

Gasparetto:  A GasBrasiliano possui um plano de investimentos aprovado pela Arsesp [regulador dos serviços públicos do estado de São Paulo] para o ciclo 2019-2024, que se concretizará independentemente de eventual mudança de controle acionário.

BNamericas: Quais são os efeitos da criação da figura do consumidor livre de gás no estado de São Paulo?

Gasparetto: No momento não temos consumidores livres conectados ao nosso sistema de distribuição, mas temos uma opinião positiva sobre esse regulamento. Encorajamos até grandes empresas a migrar para o mercado livre de gás. A expectativa é que, com a abertura do mercado e seu amadurecimento, as grandes empresas comecem a considerar o mercado livre para comprar gás.

Não há caminho de volta. Continuaremos a fornecer o mesmo serviço que oferecemos hoje. A diferença é que o consumidor vai comprar gás no mercado livre.

Fonte: BNamericas

 

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